Ele já fez praticamente tudo o que a tecnologia e a inventividade atuais permitem, ousou o que qualquer pessoa não teria coragem para e acertou mais do que a imensa maioria, mas Alok nunca tinha sido tão singelo em um ato de megalomania.
No Réveillon de Copacabana, o mais simbólico e popular do nosso país, ele trouxe seu exército de drones, fez o rosto robótico, disse que vamos ravear o mundo, criou uma galáxia com meteoros caindo pelo céu, mas tudo isso era parte de um espetáculo visual artístico, dele, do jeito dele.
Quando o mar do Rio de Janeiro serviu de base para um colossal Cristo Redentor emergir da água para tomar conta da praia e dos muitos milhões de presentes, o Alok foi, de uma vez por todas, o mais brasileiros entre os globais.
Com Samba de Janeiro tocando sem edições, sem mudanças, como foi criado naquela mesma cidade, com o símbolo maior que nosso país tem, o 2026 da nossa música eletrônica foi assinada com CPF e um carimbo verde e amarelo, lotado de orgulho.
O resto do mundão que me perdoe, mas é gostoso demais ser daqui, poder botar os pés na areia carioca e ver um Cristo de trocentos metros de altura abraçar todos nós, enquanto cantamos em português, com
nosso rockstar devidamente brasileiro.
É o Alok, do Brasil.
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No Réveillon de Copacabana, Alok deixou a tecnologia em segundo plano para assinar o gesto mais simbólico de sua carreira.
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